Sei lá cara. Não acredito que esse negocio de funk ostentação seja tão ruim. Engrosso o coro que guime e outros mestres do "esbanjamento" fazem , de que isso é pra mostrar que a favela também pode. E Eu acho que é mesmo.
Certa vez Emicida deu o papo " nós qué mulher sim,qué um din também", e essa frase acende na minha cabeça toda vez que ouço falar na ostentação. Talvez Guime ,Lon , e outros não se ligaram suficientemente, mas esse movimento da ostentação , a meu ver, é nada mais que um grito de "oi, a favela também faz,também tem e logo também pode ser igual a vocês". É mais do que simplesmente contar plaquês de cem dentro de um citroen.
Os esquerdalhas chatos logo vão falar que "funk ostentação é uma coisa do povo(funk)abraçada pelo consumismo" e qualquer outra coisa tipica dos vermelhos falarem. É obvio que o funkost (chamarei assim pra facilitar) virou comercio, mas me digam ai :que ramo da musica não virou? No sistema capitalista até Deus é mercadoria.
"Então Filipe , o que tu acha que é o funkost ?"
Cara ,nem sei te responder. Acho que o funk ostentação , na minha humilde opinião , é exatamente o que Renato Russo dizia em " Vamos cuspir de volta o lixo em cima de
vocês" . É pegar algo genuinamente popular e fantasiar daquilo que o burguês acha e chama de "way of life", e sair à brincar por ai . É ironizar tudo aquilo que o sistema ama de uma forma que o sistema odeia, por ser cultura de pobre ,de preto e de favelado. O funkost é subversão de rua , e na minha opinião , a mais popular da história do Brasil.
Tá , sei que exagerei bastante , mas não sei se disse, esse é um pensamento à ser ainda finalizado (ou não) sobre algo que não se sabe ainda quanto durará . Não entrarei no mérito de discutir sobre apologias ao crime e a sexualidade , letristica e melodia(melodia que também vejo como subversão da música , mas essa é outra história). Generalizar é um erro em qualquer área.
Uma coisa é certa, ainda não compreendeu -se pela maioria(nem por mim) o que realmente é o funkost , provavelmente por causa de nosso preconceito e por nossa dificuldade de respeitar racionalidades alternativas, eu tambem estou em processo. Só sei que o funk ostentação é algo mais profundo do que parece, mesmo que quem está no meio pratique esse lado mais profundo inconscientemente. É da rua . E se a rua fala, eu tô pensando por aqui.
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