Andando eu vi e pensei que...
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Sobre Daniella
Foi num jogo de queimada , num dia
qualquer. Na verdade foi num onibus
voltando de rosa dos ventos que vi pela primeira vez Daniella. Ah Daniella… ela era perfeita . ria das minhas rimas , falante e carinhosa. Nunca mais nos vimos depois daquele dia. Deus quis que minha mente mudasse e nos mudamos para cabuçu. Um dia varrendo o quintal , vejo um rosto conhecido passando de bicicleta. Era ela ! meu coração ainda não sabia, mas já batia feliz por ver. Ela disse que iriamos ser vizinhos, e fiquei feliz. Conheci algumas garotas pela vizinhança , mas era Daniella que cativava minha atenção. Eu, o maior sedentário do mundo, quando via ela chamando no meu portão para ir jogar queimada não pensava duas vezes. Eu ainda não sabia de nada , mas meu coração se abria para uma nova amizade. Muitos jogos de queimada, conversas no portão , abraços que eu ainda não entendia . Ela sempre falando que queria arrumar um cara maneiro , que curtisse musica, estudioso, que gostasse das coisas do eterno, e eu falava comigo mesmo ” caramba , ela tá falando de mim? eu sou quase tudo isso” mas como não via muita atitude , respondia que “Deus estava preparando algo de maneiro pra ela” ela sorria e confirmava.E a gente conversava. Eu viajava , ela sentia saudades. Ela não podia sair de casa, eu ia pro portão dela. Viramos amigos, mas meucoração já não sabia se queria ser “só amigo” . Enxergava à frente, sonhava com ela de branco num altar, duas crianças, envelhecer juntos, não era só amizade. Tocava violão pra uma galera na porta da casa dela, mas ela já sabia que era pra ela. Ela perguntava sobre as musicas que eu escrevia, perguntava quando escreveria uma pra ela e eu pensava comigo mesmo : “quando você disser que quer” E um dia ela quis. Me surpreendeu fazendo uma festa de aniversário pra mim . BoLo , guaraná kuat, amigos. Eu agradeci pela amizade dela e já ia saindo pelo portão . “Boa noite Danny” e o beijo não foi no rosto como era de se esperar. Fui pra casa feliz , mas ainda na duvida do que tinha acabado de acontecer . As semanas se passavam . Declarações , loucurinhas ( naquele dia, vendo aquele filme na igreja… ela sabe), 562 sms, amor que não cabia mais . Quando num dia 18 de maio ela me pergunta quando eu assumiria. “Assumir o que cara ? ” e ela sorri e responde : que estamos NAMORANDO. buguei . “estamos namorando ?” ela fechou a cara . Já estavamos ficando a unsmeses ,já estava claro pra mim que estavamos namorando, mas eu queria ouvir dela. ” Se não estamos namorando, eu não sei o que tá acontecendo” ela disse e riu. Então chamei uma banda tocando o tema do titanic, uma chuva de petalas de rosas, o elvis presley , leões e um mega trio elétrico pra me declarar. Mentira, é zuera essa
parte. Olhei nos olhos dela e perguntei se ela queria namorar comigo, assim , simples, sem muitas voltas. ela aceitou, e ali mesmo entregamos nossos caminhos ao eterno, para que ele pegasse essas duas ruas que eram nossas vidas e transformasse em uma longa estrada, com um fim que só cabe ao próprio Deus saber . A partir dali nossas vidas se encontraram de uma vez, e espero que não se desencontrem nunca mais.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
La Isla #Outras Ruas
Gostei tanto de escrever sobre outras ruas, das minhas viagens Brasil à fora, que voltei a escrever sobre isso, Brasil à dentro, mais especificamente , no rio de janeiro, minha casa amada. Hoje escrevo um pouco sobre impresões que tive na minha ultima mochilada à ilha grande.Enjoy.
São seis da manhã ? não me lembro bem, sei que meu pai está aqui no ponto comigo, mataram um cara uns dias atrás aqui nesse ponto , nessa mesma hora. Ainda bem que o onibus chegou. Esquema whatsapp ajudou a reunir a galera num mesmo buso. Tranquilinho, o sol nasce perto da ambev, já estamos fora de Nova iguaçu. Uma senhora acordou a carol, que estava de boas dormindo e ocupando dois bancos do onibus, faltou educação da senhora, mas tudo bem, já estamos quase lá mesmo...
Viagem rápida até itaguai, descemos na rodoviaria, subimos num onibus rumo à mangaratiba. Onibus gelado, vazio e com senhoras legais que curtem uma cervejinha. Passamos na rampa de itaguai (rampa, aquilo não pode ser chamado de ponte). WOOOOOW , aquilo acordou a gente, pra ver o sol que já estava ardendo do lado de fora. Que paisagem maravilhosa, faz jus ao nome de costa verde. Não me lembrava que aquele lugar era tão bonito assim. Motorista rasgando estrada à dentro , mas mesmo assim estavamos atrasados.Onibus deixando na entrada da barca, momento "run forest,run". Nosso calouro rasgou o braço saindo do onibus. Bilhetes já comprados , entramos na barca sem maiores problemas.
Depois de uma hora e meia de pé , só vinha à minha mente a musica "dois barcos" , dos hermanos.Chegamos à terra firme, a ilha me lembrou muito Buzios, um lugar lindo , mas ainda mantendo um "que" de roots. Fomos ao campinng,onde a maioria eram de extrangeiros franceses e latinos. Barraca armada, coisas no lugar, vamos sondar o terreno. Visitamos uma exposição sobre a resistência da cultura negra na região da costa verde, tambores que resistem e ecoam através dos tempos refletindo a força do povo guerreiro. Sahy vive !
De lá , partimos pra praia preta, perto das ruinas do lazareto , um local onde ficavam retidas pessoas que chegassem ao brasil com alguma doença potencialmente contagiosa. Praia linda e acessivel à quem quiser chegar. Melhor opção pra quem quer vir de barca e não gastar dinheiro com um saveiro pra ir para outras praias, a unica dica que eu dou é levar um saquinho pra não deixar lixo na praia,nem levar garrafas de vidro (acho que é até proibido), de resto, tudo de boa . Lá em cima,perto das ruinas do aqueduto, o poção foi o refresco para nossa caminhada nesses 40º do RJ. Deu medo de ver as pessoas pulando de cima das rochas, mas tranquilo, a saude é deles , não minha.
Caminhamos de volta pro centro de Ilha grande, e fomos almoçar num lugar ali perto da igrejinha. Comida boa e com preço razoavel (em comparação com outros lugares na ilha). Compramos Coca Cola por um módico preço de QUINZE REAIS! compramos 3, faça as contas e comprove o prejuizo. Garçom um pouco incoveniente... tirando isso tudo bem. Descançada da boa, preguiça pós almoço, depois trilha tranquila para abraãozinho. Andando por dentro da ilha , a elitização do espaço é algo absurdo ,o contraste entre os hostels carissimos com estrutura de serviços precária na ilha é bizarro. Falta, na minha opinião, uma prefeitura em IG, quem sabe a emancipação... Muitos extrangeiros, turistas de outros estados... hostels e mais hostels . Che lagarto suites ? eu particularmente curto mais o che hostel...
já na trilha, natureza ! pés de jaca, aranhas e uma arvore gigantesca que se equilibra sobre uma rocha. Nessa hora , faz falta não ser um genio em geografia física.A praia do abraãozinho é uma coisa linda , tranquila pra criança , boa de relaxar, só cuidado com uns fragmentos de alguma construção que tem dentro do mar. Bater o pé ali, não é legal, experiência própria . Gratidão à Deus pela natureza, pela amizade e pela oportunidade. Voltamos pelo caminho que viemos. A aranha, dependurada na sua teia em meio a trilha, já não estava mais lá. Será que alguém bateu com a cabeça ali? torço para que não.
Banho rápido no Campinng , que era hora de trabalhar ( ou vocês acham que vida de geógrafo é essa molezinha toda ?) . Aplicação de questionários aos turistas e moradores, sobre impressões que estes tem da ilha. A coragem de denuncia das senhoras e o amor em suas palavras sobre aquele lugar me emocionam até agora . " Eu amo muito esse LUGAR , mas do jeito que tá , tem muita gente pensando em ir embora. Eu resisto , daqui ninguém me tira" . Memórias sobre a Quilombo das guerreiras, Milton Santos, O Ancap e a propriedade... tudo se misturava ali virando conhecimento . Já não era mais geografia, era falar de vida, amor e sentimentos espacializados.
Engraçado ouvir o turista inglês dizer que veio tão na treta quanto eu, "sofrendo" com a Imobilidade urbana fluminense .Viu em nós gente legal que poderia indicar um lugar "mais cheap" pra comer. Se tá ruim pra ele... Ouvir que a ilha tá cheia de pobre por causa da mobilidade também é triste. Doí, porque eu sou pobre, eu vim de barca e estar na ilha é direito meu ,de quem veio de taxiboat, de que veio de iate, de quem veio de helicóptero (sim, isso é normal por aqui) e direito , acima de tudo, de quem mora . Ser universitário, mesmo sendo pobre já te diferencia da maioria (na lógica do sujeito que soltou esta pérola). Nem me alonguei no assunto por que me dá até raiva de saber que tem gente que pensa assim, melhor deixar esse sujeito lá com o pensamento estreito dele , que eu tenho mais o que fazer.
A noite é legal,vejo muito mais turista do que morador na rua . fomos no centro comer pizza e fomos atendidos por Neymar... pizza boa e a coca cola com o mesmo preço : 15 conto. Triste, deve ser tabelado, pensei comigo mesmo. Dispensados , fomos num depósito chique para comprar algo pre beber. Comprei agua de coco de caixinha e a galera comprou a agua que passarin não bebe. Fomos para o cais, ficaram lá de boas conversando sacanagem , mas meu pudor não me deixou permanecer ali. Bem, não era só o pudor. Lá na pracinha tava rolando musica ao vivo. Fiquei no bar da frente com uma galera boa que deixou ficar na mesa com eles. Gente da PUC, tinha uma loirinha que estavam até com a blusa de um C.A ( acho que era filosofia), nem conversamos muito , por que toda musica tocada era cantada com entusiasmo por todos presentes. O guitarrista tem todo meu respeito e atenção enquanto tocava descalço fumando um cigarrinho enquanto fazia uma jam ...
Show acabou, voltei ao cais a galera continuava na conversa , um pouco mais alegres do que antes. Avisei que teria um forró lá na rua do bicão, mas ninguém se animou . Só uma amiga que concordou em ir comigo. Vou chamar de amiga pra não revelar a identidade, já já vão entender por que. Chegamos na porta do forró , já era meia noite e a festa tava muito ruim. Acho que custava 15 reais pra entrar, o preço de uma coca cola. Não. Não entrei, me lembrei do forró de são jorge que era de graça e estava muitos milhões de vezes mais animado que este. Lembrando que, nem estava tocando forró nesta festa.
Sentei com essa minha amiga na porta do lugar e ficamos conversando, quando de repente ela começa a passar muito mal ( muito obrigado cachaça! ) , querendo dormir. Morri de medo que ela desmaiasse ali, pois era o que parecia que iria acontecer. Varias pessoas pasando e olhando pra minha cara, pensando o que eu tava fazendo com aquela garota quase desmaiada ali. Com muito esforço e xingando ela , consegui que ela se levantasse e começamos a caminhar . Ela parou uns metros a frente para vomitar , fiz de tudo para que ela não caisse ou se engasgasse com o seu próprio vômito, que era o meu maior medo.
Sai carregando ela pelas ruas , agora escuras, do buganville, que fica do lado do nosso campinng tendo que ouvir varias frases escrotas de bebado... fiquei com muito medo mesmo,mas no final deu tudo certo. deixei ela na barraca dela e ela já caiu dormindo. Não demorou muito mais pra eu também cair dormindo na minha barraca, acalentado pelos turistas da frança que fumavam maconha (não permitida no campinng) e tocavam musica brasileira com o sotaque francês. Me lembrei muito do Zach Codon , da Beirut e dormi.
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La isla : Do barco à barca #outrasruas + #nãozoajesus!
Acordei , e parece que tinha mais gente acordada também, afinal, aqui o Carpe Diem é levado muito à sério. Saimos à colher o dia. A falta que o cafézinho faz é sentida nesse momento, mas logo isso foi superado com um bule de agua quente um filtro velho e uma ida ao supermercado. Logo, tinhamos uma mesa razoavelmente farta. Precisariamos disso, pois o dia seria longo , mas produtivo. Saimos do café no campinng rumo à praia , ou melhor,na busca por uma carona para ir para Dois rios, onde ficava o famoso presidio de ilha grande , tema de filmes e estórias sobre o comunismo, o crime organizado e outras tretas, hoje é território controlado pela UERJ, que inclusive é a dona da suposta carona. Nada feito, mesmo se apresentando como geógrafos em pesquisa a carona não rolou. Plano dois ? Lopes mendes, que em nada fica atrás de Dois Rios. Talvez em história...
Enquanto esperavamos pelo barco que iria nos levar à lopes mendes, descobrimos as maravilhas do slackline, dominado pelos menores moradores, até nossa chegada. A zoeira é inevitavel e parece que nos persegue ! fizemos um campeonato de passos no slack, onde cada um representaria seu lugar de origem. Não me lembro que venceu, mas cabuçu estava na final, e ficou em segundo lugar. Dane-se o ´primeiro lugar ! cabuçu é meu amor e é isso que vale no final, foi bem representado. Engraçado foi chegar uma menina do nada lá e pediu para fazer umas fotos nossas no slack. Algumas fotos depois, ela se apresenta como aluna do jornalismo da Rural. Parece que encontramos ruralinos em todo lugar do mundo, seja trabalhando, seja se divertindo. Trocamos emails para recebermos as fotos que ela fez, que provavelmente ficaram muito boas. As nossas ficaram otimas, imagina as imagens profissionais...
O barco chegou, era o athos II , se não estou enganado. O mar parecia sólido visto de dentro do barco. Cortavamos a imensidão azul enquanto semi-circundavamos a ilha. Eu brizando na popa do barco agradecendo a Deus pelo dia lindo que tinha caido sobre nós. Essa vida de mar é uma beleza ! Queria muito que Danny estivesse aqui para completar o momento... Chegamos num pequeno cais numa praia pouco movimentada. Outros barcos ancoravam e uma quantidade boa de pessoas seguia a trilha de mais ou menos 1 km. Embalamos na subida e aos poucos os menos resistentes iam desacelerando. Estava muio quente para ficar molengando sob o sol. Riamos enquanto andavamos e conversavamos sobre possiveis comportamentos de amigos nossos que não vieram ao encarar esta pequena trilha.
A beleza de ilha grande é uma coisa incrivel ! saindo da trilha , damos de cara com aquela praia "selvagem " e pouco frequentada (em comparação com a praia preta e abraão, ela estava deserta). O mar contrastando com a areia branquissima e a mata logo na beira para nos dar sombra. Alguns poucos caras vendendo um sanduiche e umas bebidinhas, mas nada que lembrasse o tumultudo de copacabana e ipanema, tirando o preço , que era surreal , mas totalmente justificavel devido ao dificil acesso à praia e a pouca concorrencia ( valeu mises! ). O mar lembra muito o de praias como a Barra e Copa, a unica diferença é a limpeza. Caminhei em direção ao mar. Mergulhei na agua fria , que me lembrou Barra de Guaratiba, meu refugio suburbano.
Placas sobre a correnteza forte sempre me assustaram, hoje não foi diferente. No mar com a galera, as ondas fortes começaram a ficar um pouco mais fortes que o habitual. Fui arrastado para ao vala do banco de areia, e nesse momento me lembrei da vala asassina de itacoatiara . Já não adiantava mais bater os pés. Inda bem que percebi isso bem na hora que uma onda forte se aproximava, e foi ela que me ajudou a sair nadando da vala e da vaga da onda anterior. O mar estava puxando demais, não sei nadar muito bem, preferi sair da agua. Andando rumo à onde Michella estava sentada eu olho e vejo a guarda florestal com uma camera apontada pro mar e o guarda que acompanhava ela rindo e falando altas zueira. " Vou ter que botae uma placa de correnteza maior, essa já não adianta mais, tem que tocar musiquinha e ter luzinha, parece que vagabundo nem sabe ler pô..."
Me viro , e para a minha surpresa (ou não) eram meus companheiros, tentando sair do mar assassino, provavelmente na vala maldita de trás do banco de areia. O Guarda vidas entrou no mar de longboard, e com destreza unica destes caras foi e tirou os paspalhos da zona de perigo e estes voltaram nadando o mais rapido que podiam depois do susto. Para completar a zoeira , o Guarda vidas saiu surfando uma onda ( pra voces terem noção da altura do mar, o guarda deu uma rasgada de long tranquilamente). Conversando na areia já descobri o motivo : zoaram jesus dentro do mar. A GeoUFRRJim é vitima de se ferrar após zoar o mestre, vide o onibus quebrado no meio do nada na volta de uma semana academica em seropédica. Dai começou a campanha #nãozoajesus! no instagram e no facebook. Antes de partir , ainda tive pique pra entrar de novo no mar e ir no canto da praia onde tem rochas maneirissimas e cactus dignos de belos cliques fotográficos.
Trilha, barco, agora eu via o mar verde da proa e recebia todo vento que vinha do litoral. Minutos depois estavamos de volta ao campinng , desarmando barracas , pagando despesas e arrumando mochilas. A fila da barca é uma coisa absurdamente grande , mas estava andando . Dei falta do meu Holbrook, da Oakley, mas agora era tarde demais, estavamos no cais de embarque e não tinha mais volta. Situação de conforto deploravel. Ficamos na porta do banheiro masculino, deitados sobre um lençol que "apareceu misteriosamente" no meio das minhas coisas. Provavelmente de alguma francesa que estava no campinng, hoje está na minha forrado na minha cama.Bebados fazendo coisas de bebados perto de nós, mas o cansaço era tantop que eu só dormi. Quando dei por mim, estavamos em mangaratiba . Sai pra trocar dinheiro enquanto o onibus não chegava.
O onibus chegou no ponto e entramos sem maiores dificuldades. Eram umas 8 horas da noite. A viajem parecia curta... até encontrarmos a estrada COMPLETAMENTE engarrafada, de ponta à ponta. Depois de um trajeto de 30-40 min feito em 2 HORAS ! estavamos , enfim em Itaguai. O ultimo onibus que passava por nova iguaçu estava prestes a sair, e agora era ir do jeito que dava . Onibus bizonhamente lotado, mas viagem rápida. Os motoristas da expresso são conhecidos por esta virtude. Pneu do onibus tão vazio que a cada buraco na estrada era uma reza que alguem fazia para ele não estourar. Mais ou menos meia noite eu desci em cabuçu, depois de uma good trip que provavelmente nunca mais esquecerei. É isso.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
AntiSoneto dos gostares e desgostares #naoépoesia
Das lágrimas no asfalto
Dos postes que já não choram luz
Dos espelhos dos prédios
Odeio os cinzas , amo os azuis
Dos sorrisos do cobrador da van
Das mesas do botequim
Do trem que eu fui sentado
Da roupa no manequim
Das tintas nas paredes
Das cores das pessoas Foram as coisas que gostei
Isso não é pra ser um soneto Por aqui findei.
#nãoépoesia
Dos postes que já não choram luz
Dos espelhos dos prédios
Odeio os cinzas , amo os azuis
Dos sorrisos do cobrador da van
Das mesas do botequim
Do trem que eu fui sentado
Da roupa no manequim
Das tintas nas paredes
Das cores das pessoas Foram as coisas que gostei
Isso não é pra ser um soneto Por aqui findei.
#nãoépoesia
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Rolezinho : Por Um Cotidiano Menos Chato
Não sei se é porque eu tenho
muitos amigos que se identificam com causas
sociais , que gostam de politica e que na
maior parte são esquerdistas,mas nessa
semana minha timeline no facebook tinha
mais post sobre rolezinho do que sobre BBB .
Fiquei de boas só observando opiniões,desde
o inicio eu estava na page de criação do
primeiro evento de rolezinho no
facebook,observando as "discussões da
logística" do evento. Como acho que captei a
essência inicial do rolê (já que agora a
bagunça é tão grande que temos de rolezinho
gospel à rolê gay) tenho alguns achismos e
questionamentos que gostaria de
compartilhar (aviso, opiniões polêmicas à
seguir).
Como já venho discutindo neste blog anteriormente , a rua tem seus usos diversos , mesmo estes usos sendo diferentes do seu propósito inicial ( a rua é para os carros). Estes , chamo de Multiusos do espaço único. A rua, bem ou mal, é um espaço publico e plural, enquanto o shopping na sua essência é um espaço que não suporta outros usos por ser segregador e seletivo ,e não acho isso de todo mal, digo isso pois diversos serviços chegaram no Brasil justamente por causa dos shoppings e de seu caráter segregador e exclusivista, prova disso são os outlets e os "saves day" como o ponto mix e o polêmico black friday, que inicialmente surgiram para satisfazer as necessidades do consumidor de shopping e depois se expandiram para o comércio popular. Quem me conhece sabe que meus nikes são todos de outlet,por isso não me sinto tão burguês ao usar meu nike flyknit supreme hehe.
O shopping se caracteriza como propriedade privada , que por direito se abre ao publico, e assim é livre o acesso, mas , diferente da rua e por ser propriedade privada , não tem a menor responsabilidade de se abrir à qualquer tipo de manifestação dentro dele. Você pode convidar as pessoas para entrar na sua casa,deixar sua home sweet home aberta à entrada de todos. Isso te tira o direito de pedir que as pessoas não ponham os pés na parede, ou que não fiquem pulando no sofá ? não ,pois você permitiu a entrada , mas não coletivizou a posse e o direito da/na propriedade. Se os shopping fossem feitos pelo governo e independentes em 100% do capital de fundos privados dos grupos empresariais multinacionais que gerem os shoppings brasileiros (coisa que eu acho inviável) você poderia frequentá-los até pelado. Fora isso, infelizmente, temos que se contentar em respeitar o micro poder capitalista dos shoppings.
Outra coisa que me incomodou muito foi ver meus amigos da esquerda intelectual querendo levantar bandeira de vanguarda perante esse movimento de rolezinho. Acho isso mó babaquice, desta maneira , acabam por nunca deixar o papel de protagonismo na luta social nas mãos dos mais pobres, que na minha humilde opinião não marxista , deveriam ser os atores principais nesse processo por serem os maiores interessados em mudanças (em um sentido não partidário) e assim continuamos perpetuando a máxima de que "toda revolta é popular,toda revolução é burguesa". Vimos o grande "nada" em que deu os protestos de julho, ainda mais depois do esvaziamento dos discursos. Os 20 centavos já estão voltando à passagem (um amigo meu tem uma "teoria da conspiração" sobre isso, que devo explanar um dia desses), a corrupção não parou, e sim, teremos copa. Quem estava lá à frente de tudo isso ? a esquerda intelectual e partidarista ,paradoxalmente promovendo (ou tentando promover) aquilo que eles mais odeiam : a massa de manobra. Deu merda ! E o que ganhamos foi só mais gente chata se dizendo marxista sem ter nem lido/entendido o mísero manifesto do barbudo bêbado.
Achei o protesto que rolou lá no pé da rocinha bem mais politico que qualquer outra marcha partidária. Foi a manifestação mais pura de politica popular que eu já vi. Eram os afetados falando por eles mesmo , sem interlocutores e de sua própria maneira. Sobre suas reais demandas,tristezas e sentimentos. O pobre, falando do pobre por saber como é ser pobre . Sinto que o povo cansou dos partidos, cansou da forma de governo e estado vigente. Cansou de vender sua voz e iniciativa por uma bolsa qualquer coisa.O povo viu a direita governar e odiou, viu a dita eterna esquerda governar , teve algum beneficio ,mas diante dos escândalos partidários e da sucateação do viver tem passado à odiar esta também. O que fazer ? falar por nós mesmos !
Esses intelectuais orgânicos são muito engraçados. Parece que estão buscando sempre uma tese para trabalho de conclusão de curso de ciências sociais. A prática da complexificação intelectual do rolê me fez rir. É gente falando que é a essência da luta de classes, que tem a ver com bakunin , que um filósofo russo-otomano vem explicar isso pela retórica rolezistica-roterdâniana- proto-capitalistica-pós-modernista de slavoj zizek-chauí. Uma pergunta fácil : O cara lá que quer "zoar-curtir-dá uns beijo" está realmente preocupado com isso ? Nem vou responder, pois meus leitores são espertos e já sabem a resposta. Parece que esse povo de universidade acha que os comportamentos humanos tem sempre que estar relacionados à uma teoria sociopolítica. Antes de marx como as pessoas conseguiam viver sem a dita explicação do barbudo para tudo então ? É obvio que não posso ser ignorante o suficiente para dizer que o viver não é influenciado diretamente por fatores externos de cunho politico e social, mas será que é realmente necessário complexificar tudo ? será que as pessoas não conseguem mais "ser" sem que tenha algo que venha obrigatoriamente explicar sua postura ? Será que a complexificação não é só uma coisa que está nas nossas cabeças já massacradas e calejadas pelo sistema universitário ? SERÁ QUE A INTENÇÃO DO ROLÊ NÃO É SÓ CURTIR MESMO ? sério, parem com isso. Vocês estão deixando o viver muito chato.
Meu coração impregnado por ideias marxistas ,compromissado com causas populares , mas ainda crítico ,ainda não processou ao certo tanta informação, e provavelmente não chegarei à nenhuma coisa concreta agora . posso mais à frente mudar de opinião , me impregnar pelos valores complexificatórios e sair complexificando a merda toda, e me tornando o tipo de chato que tanto critiquei ,ou não. Humildemente encerro aqui minhas questões e achismos, não significa que estou certo, mas sei que há alguma coerência nas minhas ideias. Aos meus amigos que se identificaram com a causa , deixo-vos o mesmo conselho que um cara lá da FFLCH da USP deu : quer ir ,vá , mas não vá esquerdar. A Rua é complexa, tão complexa que sua complexificação universitária (esquerdista ou não) não vale absolutamente nada.
Como já venho discutindo neste blog anteriormente , a rua tem seus usos diversos , mesmo estes usos sendo diferentes do seu propósito inicial ( a rua é para os carros). Estes , chamo de Multiusos do espaço único. A rua, bem ou mal, é um espaço publico e plural, enquanto o shopping na sua essência é um espaço que não suporta outros usos por ser segregador e seletivo ,e não acho isso de todo mal, digo isso pois diversos serviços chegaram no Brasil justamente por causa dos shoppings e de seu caráter segregador e exclusivista, prova disso são os outlets e os "saves day" como o ponto mix e o polêmico black friday, que inicialmente surgiram para satisfazer as necessidades do consumidor de shopping e depois se expandiram para o comércio popular. Quem me conhece sabe que meus nikes são todos de outlet,por isso não me sinto tão burguês ao usar meu nike flyknit supreme hehe.
O shopping se caracteriza como propriedade privada , que por direito se abre ao publico, e assim é livre o acesso, mas , diferente da rua e por ser propriedade privada , não tem a menor responsabilidade de se abrir à qualquer tipo de manifestação dentro dele. Você pode convidar as pessoas para entrar na sua casa,deixar sua home sweet home aberta à entrada de todos. Isso te tira o direito de pedir que as pessoas não ponham os pés na parede, ou que não fiquem pulando no sofá ? não ,pois você permitiu a entrada , mas não coletivizou a posse e o direito da/na propriedade. Se os shopping fossem feitos pelo governo e independentes em 100% do capital de fundos privados dos grupos empresariais multinacionais que gerem os shoppings brasileiros (coisa que eu acho inviável) você poderia frequentá-los até pelado. Fora isso, infelizmente, temos que se contentar em respeitar o micro poder capitalista dos shoppings.
Outra coisa que me incomodou muito foi ver meus amigos da esquerda intelectual querendo levantar bandeira de vanguarda perante esse movimento de rolezinho. Acho isso mó babaquice, desta maneira , acabam por nunca deixar o papel de protagonismo na luta social nas mãos dos mais pobres, que na minha humilde opinião não marxista , deveriam ser os atores principais nesse processo por serem os maiores interessados em mudanças (em um sentido não partidário) e assim continuamos perpetuando a máxima de que "toda revolta é popular,toda revolução é burguesa". Vimos o grande "nada" em que deu os protestos de julho, ainda mais depois do esvaziamento dos discursos. Os 20 centavos já estão voltando à passagem (um amigo meu tem uma "teoria da conspiração" sobre isso, que devo explanar um dia desses), a corrupção não parou, e sim, teremos copa. Quem estava lá à frente de tudo isso ? a esquerda intelectual e partidarista ,paradoxalmente promovendo (ou tentando promover) aquilo que eles mais odeiam : a massa de manobra. Deu merda ! E o que ganhamos foi só mais gente chata se dizendo marxista sem ter nem lido/entendido o mísero manifesto do barbudo bêbado.
Achei o protesto que rolou lá no pé da rocinha bem mais politico que qualquer outra marcha partidária. Foi a manifestação mais pura de politica popular que eu já vi. Eram os afetados falando por eles mesmo , sem interlocutores e de sua própria maneira. Sobre suas reais demandas,tristezas e sentimentos. O pobre, falando do pobre por saber como é ser pobre . Sinto que o povo cansou dos partidos, cansou da forma de governo e estado vigente. Cansou de vender sua voz e iniciativa por uma bolsa qualquer coisa.O povo viu a direita governar e odiou, viu a dita eterna esquerda governar , teve algum beneficio ,mas diante dos escândalos partidários e da sucateação do viver tem passado à odiar esta também. O que fazer ? falar por nós mesmos !
Esses intelectuais orgânicos são muito engraçados. Parece que estão buscando sempre uma tese para trabalho de conclusão de curso de ciências sociais. A prática da complexificação intelectual do rolê me fez rir. É gente falando que é a essência da luta de classes, que tem a ver com bakunin , que um filósofo russo-otomano vem explicar isso pela retórica rolezistica-roterdâniana- proto-capitalistica-pós-modernista de slavoj zizek-chauí. Uma pergunta fácil : O cara lá que quer "zoar-curtir-dá uns beijo" está realmente preocupado com isso ? Nem vou responder, pois meus leitores são espertos e já sabem a resposta. Parece que esse povo de universidade acha que os comportamentos humanos tem sempre que estar relacionados à uma teoria sociopolítica. Antes de marx como as pessoas conseguiam viver sem a dita explicação do barbudo para tudo então ? É obvio que não posso ser ignorante o suficiente para dizer que o viver não é influenciado diretamente por fatores externos de cunho politico e social, mas será que é realmente necessário complexificar tudo ? será que as pessoas não conseguem mais "ser" sem que tenha algo que venha obrigatoriamente explicar sua postura ? Será que a complexificação não é só uma coisa que está nas nossas cabeças já massacradas e calejadas pelo sistema universitário ? SERÁ QUE A INTENÇÃO DO ROLÊ NÃO É SÓ CURTIR MESMO ? sério, parem com isso. Vocês estão deixando o viver muito chato.
Meu coração impregnado por ideias marxistas ,compromissado com causas populares , mas ainda crítico ,ainda não processou ao certo tanta informação, e provavelmente não chegarei à nenhuma coisa concreta agora . posso mais à frente mudar de opinião , me impregnar pelos valores complexificatórios e sair complexificando a merda toda, e me tornando o tipo de chato que tanto critiquei ,ou não. Humildemente encerro aqui minhas questões e achismos, não significa que estou certo, mas sei que há alguma coerência nas minhas ideias. Aos meus amigos que se identificaram com a causa , deixo-vos o mesmo conselho que um cara lá da FFLCH da USP deu : quer ir ,vá , mas não vá esquerdar. A Rua é complexa, tão complexa que sua complexificação universitária (esquerdista ou não) não vale absolutamente nada.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Dizia Ele, Estou Indo Pra Brasilia #outrasruas
Minas é gigante ! muito maior
que no mapa de mercator. A unica coisa que
me consolou foi que bebi café de graça e
compraram um cigarro feito de especiarias do
cerrado muito cheiroso. Só isso que
comentarei de minas,já que quase não fiquei
por lá. Chegar a brasilia é um negócio
esquisito, paisagem muito repetida,é como
uma cidade feita num deserto.Parece que
estamos em algum lugar proximo à strip de
GTAsan andreas. Uma coisa muito esquisita.
As pixações eram lindas, grandes e ocupavam
toda a periferia.Uma reta infinita, que
nervoso !
A parte rica também era muito
parecida, uns condominios com entradas
muito iguais, casas chiques , hilluxes,
frontiers,corollas. Deve ser da galera do
governo, pensava eu.
Depois , mas proximos da esplanada dos ministérios muitos apartamentos , bairros quadrados. é muito esquisito uma cidade planejada assim, me senti como se estivesse no japão, a beira de um terremoto. Ainda não sabiamos, mas estavamos bem proximos de algo sinistro. Num restaurante ali pela 110/109 da asa sul , cheiro bom de comida,mas uma fila chata pra entrar. Um helicoptero da policia extremamente baixo e policiais estavam passando por solo. Era 7 de setembro, jogo do brasil x inglaterra, mas na minha cabeça parecia blackblock x policia. O gigante tava querendo acordar por ali . Entramos, mas almoçamos numa tensão filha da mãe. Almoço bom,recarregar o celular,noticias à familia, senti falta da batata frita.
Andamos de onibus, o shopping de brasilia é lindo. Uma ode ao capitalismo . O plano piloto é lindo,só que é feito pra afastar as pessoas. Paramos pra fazer uma medição perto da rodoviaria do plano piloto. Levantei o barometro e do nada o helicoptero subiu. Tiro porrada e bomba e ia sobrar pra gente. Cade os manifestantes ? vi umas pessoas lá passando e sendo abordadas, gente correndo das bombas , só vi a policia apontando arma letal pra gente parar na rua. Estavamos dento do onibus à muito tempo só observando quão barbara era a covardia da policia estatal. Policia ,se não para defender as pessoas,não serve mais pra nada.
Fomos de onibus pro congresso. aquilo é um absurdo de grande, Brasilia era maior que o onibus escrotamente grande da rural.Brasilia quente até sem sol, o eixão monumental é lindo, niemeyer é um genio, mesmo sendo comunista. Comunista?.O eixo foi feito pras pessoas ? acho que não. Gramado do congresso, seguranças pra caramba, o #ruralblock estava chegando ! carros do choque vindo lá da rodoferroviaria ,muitos seguranças chegando, muitos mesmo ! ai como eu tô bandida ! se esses seguranças defendessem o povo... seria uma benção. Estavamos ali no amor, um amigo nosso é fotografo da EBC, estavamos ali graças à verbas federais, eramos de uma Federal... obvio que não amamos o governo ,mas estavamos ali justamente por causa dele . Fucking walking paradox. Saimos deste caos chamado bsb,por do sol no paranoá visto da janela do onibus. violão no fundo do onibus por dentro da estrada escura e empoeirada
Depois , mas proximos da esplanada dos ministérios muitos apartamentos , bairros quadrados. é muito esquisito uma cidade planejada assim, me senti como se estivesse no japão, a beira de um terremoto. Ainda não sabiamos, mas estavamos bem proximos de algo sinistro. Num restaurante ali pela 110/109 da asa sul , cheiro bom de comida,mas uma fila chata pra entrar. Um helicoptero da policia extremamente baixo e policiais estavam passando por solo. Era 7 de setembro, jogo do brasil x inglaterra, mas na minha cabeça parecia blackblock x policia. O gigante tava querendo acordar por ali . Entramos, mas almoçamos numa tensão filha da mãe. Almoço bom,recarregar o celular,noticias à familia, senti falta da batata frita.
Andamos de onibus, o shopping de brasilia é lindo. Uma ode ao capitalismo . O plano piloto é lindo,só que é feito pra afastar as pessoas. Paramos pra fazer uma medição perto da rodoviaria do plano piloto. Levantei o barometro e do nada o helicoptero subiu. Tiro porrada e bomba e ia sobrar pra gente. Cade os manifestantes ? vi umas pessoas lá passando e sendo abordadas, gente correndo das bombas , só vi a policia apontando arma letal pra gente parar na rua. Estavamos dento do onibus à muito tempo só observando quão barbara era a covardia da policia estatal. Policia ,se não para defender as pessoas,não serve mais pra nada.
Fomos de onibus pro congresso. aquilo é um absurdo de grande, Brasilia era maior que o onibus escrotamente grande da rural.Brasilia quente até sem sol, o eixão monumental é lindo, niemeyer é um genio, mesmo sendo comunista. Comunista?.O eixo foi feito pras pessoas ? acho que não. Gramado do congresso, seguranças pra caramba, o #ruralblock estava chegando ! carros do choque vindo lá da rodoferroviaria ,muitos seguranças chegando, muitos mesmo ! ai como eu tô bandida ! se esses seguranças defendessem o povo... seria uma benção. Estavamos ali no amor, um amigo nosso é fotografo da EBC, estavamos ali graças à verbas federais, eramos de uma Federal... obvio que não amamos o governo ,mas estavamos ali justamente por causa dele . Fucking walking paradox. Saimos deste caos chamado bsb,por do sol no paranoá visto da janela do onibus. violão no fundo do onibus por dentro da estrada escura e empoeirada
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