Das lágrimas no asfalto
Dos postes que já não choram luz
Dos espelhos dos prédios
Odeio os cinzas , amo os azuis
Dos sorrisos do cobrador da van
Das mesas do botequim
Do trem que eu fui sentado
Da roupa no manequim
Das tintas nas paredes
Das cores das pessoas Foram as coisas que gostei
Isso não é pra ser um soneto
Por aqui findei.
#nãoépoesia
Mostrando postagens com marcador desabafo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desabafo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Rolezinho : Por Um Cotidiano Menos Chato
Não sei se é porque eu tenho
muitos amigos que se identificam com causas
sociais , que gostam de politica e que na
maior parte são esquerdistas,mas nessa
semana minha timeline no facebook tinha
mais post sobre rolezinho do que sobre BBB .
Fiquei de boas só observando opiniões,desde
o inicio eu estava na page de criação do
primeiro evento de rolezinho no
facebook,observando as "discussões da
logística" do evento. Como acho que captei a
essência inicial do rolê (já que agora a
bagunça é tão grande que temos de rolezinho
gospel à rolê gay) tenho alguns achismos e
questionamentos que gostaria de
compartilhar (aviso, opiniões polêmicas à
seguir).
Como já venho discutindo neste blog anteriormente , a rua tem seus usos diversos , mesmo estes usos sendo diferentes do seu propósito inicial ( a rua é para os carros). Estes , chamo de Multiusos do espaço único. A rua, bem ou mal, é um espaço publico e plural, enquanto o shopping na sua essência é um espaço que não suporta outros usos por ser segregador e seletivo ,e não acho isso de todo mal, digo isso pois diversos serviços chegaram no Brasil justamente por causa dos shoppings e de seu caráter segregador e exclusivista, prova disso são os outlets e os "saves day" como o ponto mix e o polêmico black friday, que inicialmente surgiram para satisfazer as necessidades do consumidor de shopping e depois se expandiram para o comércio popular. Quem me conhece sabe que meus nikes são todos de outlet,por isso não me sinto tão burguês ao usar meu nike flyknit supreme hehe.
O shopping se caracteriza como propriedade privada , que por direito se abre ao publico, e assim é livre o acesso, mas , diferente da rua e por ser propriedade privada , não tem a menor responsabilidade de se abrir à qualquer tipo de manifestação dentro dele. Você pode convidar as pessoas para entrar na sua casa,deixar sua home sweet home aberta à entrada de todos. Isso te tira o direito de pedir que as pessoas não ponham os pés na parede, ou que não fiquem pulando no sofá ? não ,pois você permitiu a entrada , mas não coletivizou a posse e o direito da/na propriedade. Se os shopping fossem feitos pelo governo e independentes em 100% do capital de fundos privados dos grupos empresariais multinacionais que gerem os shoppings brasileiros (coisa que eu acho inviável) você poderia frequentá-los até pelado. Fora isso, infelizmente, temos que se contentar em respeitar o micro poder capitalista dos shoppings.
Outra coisa que me incomodou muito foi ver meus amigos da esquerda intelectual querendo levantar bandeira de vanguarda perante esse movimento de rolezinho. Acho isso mó babaquice, desta maneira , acabam por nunca deixar o papel de protagonismo na luta social nas mãos dos mais pobres, que na minha humilde opinião não marxista , deveriam ser os atores principais nesse processo por serem os maiores interessados em mudanças (em um sentido não partidário) e assim continuamos perpetuando a máxima de que "toda revolta é popular,toda revolução é burguesa". Vimos o grande "nada" em que deu os protestos de julho, ainda mais depois do esvaziamento dos discursos. Os 20 centavos já estão voltando à passagem (um amigo meu tem uma "teoria da conspiração" sobre isso, que devo explanar um dia desses), a corrupção não parou, e sim, teremos copa. Quem estava lá à frente de tudo isso ? a esquerda intelectual e partidarista ,paradoxalmente promovendo (ou tentando promover) aquilo que eles mais odeiam : a massa de manobra. Deu merda ! E o que ganhamos foi só mais gente chata se dizendo marxista sem ter nem lido/entendido o mísero manifesto do barbudo bêbado.
Achei o protesto que rolou lá no pé da rocinha bem mais politico que qualquer outra marcha partidária. Foi a manifestação mais pura de politica popular que eu já vi. Eram os afetados falando por eles mesmo , sem interlocutores e de sua própria maneira. Sobre suas reais demandas,tristezas e sentimentos. O pobre, falando do pobre por saber como é ser pobre . Sinto que o povo cansou dos partidos, cansou da forma de governo e estado vigente. Cansou de vender sua voz e iniciativa por uma bolsa qualquer coisa.O povo viu a direita governar e odiou, viu a dita eterna esquerda governar , teve algum beneficio ,mas diante dos escândalos partidários e da sucateação do viver tem passado à odiar esta também. O que fazer ? falar por nós mesmos !
Esses intelectuais orgânicos são muito engraçados. Parece que estão buscando sempre uma tese para trabalho de conclusão de curso de ciências sociais. A prática da complexificação intelectual do rolê me fez rir. É gente falando que é a essência da luta de classes, que tem a ver com bakunin , que um filósofo russo-otomano vem explicar isso pela retórica rolezistica-roterdâniana- proto-capitalistica-pós-modernista de slavoj zizek-chauí. Uma pergunta fácil : O cara lá que quer "zoar-curtir-dá uns beijo" está realmente preocupado com isso ? Nem vou responder, pois meus leitores são espertos e já sabem a resposta. Parece que esse povo de universidade acha que os comportamentos humanos tem sempre que estar relacionados à uma teoria sociopolítica. Antes de marx como as pessoas conseguiam viver sem a dita explicação do barbudo para tudo então ? É obvio que não posso ser ignorante o suficiente para dizer que o viver não é influenciado diretamente por fatores externos de cunho politico e social, mas será que é realmente necessário complexificar tudo ? será que as pessoas não conseguem mais "ser" sem que tenha algo que venha obrigatoriamente explicar sua postura ? Será que a complexificação não é só uma coisa que está nas nossas cabeças já massacradas e calejadas pelo sistema universitário ? SERÁ QUE A INTENÇÃO DO ROLÊ NÃO É SÓ CURTIR MESMO ? sério, parem com isso. Vocês estão deixando o viver muito chato.
Meu coração impregnado por ideias marxistas ,compromissado com causas populares , mas ainda crítico ,ainda não processou ao certo tanta informação, e provavelmente não chegarei à nenhuma coisa concreta agora . posso mais à frente mudar de opinião , me impregnar pelos valores complexificatórios e sair complexificando a merda toda, e me tornando o tipo de chato que tanto critiquei ,ou não. Humildemente encerro aqui minhas questões e achismos, não significa que estou certo, mas sei que há alguma coerência nas minhas ideias. Aos meus amigos que se identificaram com a causa , deixo-vos o mesmo conselho que um cara lá da FFLCH da USP deu : quer ir ,vá , mas não vá esquerdar. A Rua é complexa, tão complexa que sua complexificação universitária (esquerdista ou não) não vale absolutamente nada.
Como já venho discutindo neste blog anteriormente , a rua tem seus usos diversos , mesmo estes usos sendo diferentes do seu propósito inicial ( a rua é para os carros). Estes , chamo de Multiusos do espaço único. A rua, bem ou mal, é um espaço publico e plural, enquanto o shopping na sua essência é um espaço que não suporta outros usos por ser segregador e seletivo ,e não acho isso de todo mal, digo isso pois diversos serviços chegaram no Brasil justamente por causa dos shoppings e de seu caráter segregador e exclusivista, prova disso são os outlets e os "saves day" como o ponto mix e o polêmico black friday, que inicialmente surgiram para satisfazer as necessidades do consumidor de shopping e depois se expandiram para o comércio popular. Quem me conhece sabe que meus nikes são todos de outlet,por isso não me sinto tão burguês ao usar meu nike flyknit supreme hehe.
O shopping se caracteriza como propriedade privada , que por direito se abre ao publico, e assim é livre o acesso, mas , diferente da rua e por ser propriedade privada , não tem a menor responsabilidade de se abrir à qualquer tipo de manifestação dentro dele. Você pode convidar as pessoas para entrar na sua casa,deixar sua home sweet home aberta à entrada de todos. Isso te tira o direito de pedir que as pessoas não ponham os pés na parede, ou que não fiquem pulando no sofá ? não ,pois você permitiu a entrada , mas não coletivizou a posse e o direito da/na propriedade. Se os shopping fossem feitos pelo governo e independentes em 100% do capital de fundos privados dos grupos empresariais multinacionais que gerem os shoppings brasileiros (coisa que eu acho inviável) você poderia frequentá-los até pelado. Fora isso, infelizmente, temos que se contentar em respeitar o micro poder capitalista dos shoppings.
Outra coisa que me incomodou muito foi ver meus amigos da esquerda intelectual querendo levantar bandeira de vanguarda perante esse movimento de rolezinho. Acho isso mó babaquice, desta maneira , acabam por nunca deixar o papel de protagonismo na luta social nas mãos dos mais pobres, que na minha humilde opinião não marxista , deveriam ser os atores principais nesse processo por serem os maiores interessados em mudanças (em um sentido não partidário) e assim continuamos perpetuando a máxima de que "toda revolta é popular,toda revolução é burguesa". Vimos o grande "nada" em que deu os protestos de julho, ainda mais depois do esvaziamento dos discursos. Os 20 centavos já estão voltando à passagem (um amigo meu tem uma "teoria da conspiração" sobre isso, que devo explanar um dia desses), a corrupção não parou, e sim, teremos copa. Quem estava lá à frente de tudo isso ? a esquerda intelectual e partidarista ,paradoxalmente promovendo (ou tentando promover) aquilo que eles mais odeiam : a massa de manobra. Deu merda ! E o que ganhamos foi só mais gente chata se dizendo marxista sem ter nem lido/entendido o mísero manifesto do barbudo bêbado.
Achei o protesto que rolou lá no pé da rocinha bem mais politico que qualquer outra marcha partidária. Foi a manifestação mais pura de politica popular que eu já vi. Eram os afetados falando por eles mesmo , sem interlocutores e de sua própria maneira. Sobre suas reais demandas,tristezas e sentimentos. O pobre, falando do pobre por saber como é ser pobre . Sinto que o povo cansou dos partidos, cansou da forma de governo e estado vigente. Cansou de vender sua voz e iniciativa por uma bolsa qualquer coisa.O povo viu a direita governar e odiou, viu a dita eterna esquerda governar , teve algum beneficio ,mas diante dos escândalos partidários e da sucateação do viver tem passado à odiar esta também. O que fazer ? falar por nós mesmos !
Esses intelectuais orgânicos são muito engraçados. Parece que estão buscando sempre uma tese para trabalho de conclusão de curso de ciências sociais. A prática da complexificação intelectual do rolê me fez rir. É gente falando que é a essência da luta de classes, que tem a ver com bakunin , que um filósofo russo-otomano vem explicar isso pela retórica rolezistica-roterdâniana- proto-capitalistica-pós-modernista de slavoj zizek-chauí. Uma pergunta fácil : O cara lá que quer "zoar-curtir-dá uns beijo" está realmente preocupado com isso ? Nem vou responder, pois meus leitores são espertos e já sabem a resposta. Parece que esse povo de universidade acha que os comportamentos humanos tem sempre que estar relacionados à uma teoria sociopolítica. Antes de marx como as pessoas conseguiam viver sem a dita explicação do barbudo para tudo então ? É obvio que não posso ser ignorante o suficiente para dizer que o viver não é influenciado diretamente por fatores externos de cunho politico e social, mas será que é realmente necessário complexificar tudo ? será que as pessoas não conseguem mais "ser" sem que tenha algo que venha obrigatoriamente explicar sua postura ? Será que a complexificação não é só uma coisa que está nas nossas cabeças já massacradas e calejadas pelo sistema universitário ? SERÁ QUE A INTENÇÃO DO ROLÊ NÃO É SÓ CURTIR MESMO ? sério, parem com isso. Vocês estão deixando o viver muito chato.
Meu coração impregnado por ideias marxistas ,compromissado com causas populares , mas ainda crítico ,ainda não processou ao certo tanta informação, e provavelmente não chegarei à nenhuma coisa concreta agora . posso mais à frente mudar de opinião , me impregnar pelos valores complexificatórios e sair complexificando a merda toda, e me tornando o tipo de chato que tanto critiquei ,ou não. Humildemente encerro aqui minhas questões e achismos, não significa que estou certo, mas sei que há alguma coerência nas minhas ideias. Aos meus amigos que se identificaram com a causa , deixo-vos o mesmo conselho que um cara lá da FFLCH da USP deu : quer ir ,vá , mas não vá esquerdar. A Rua é complexa, tão complexa que sua complexificação universitária (esquerdista ou não) não vale absolutamente nada.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Sobre Chico Buarque,Nego do Borel, Bourdieu e a academia que eu quero
Antes de tudo, este texto quase
que não não vai falar dos referidos em seu tema .
De coração, nada tenho contra chico , nem
contra quem o ouve . E digo mais, não foi
intencional a escolha de tal nome, foi o
primeiro que veio na minha mente . poderia
citar ai mais uma centena de nomes , tanto
da nossa nacionalidade , quanto do exterior.
Coisas como " cara, legião é a melhor coisa
do mundo " ou " Cazuza (que era mó burgues)
é mito/deus e blablablá... como não amar ? "
acompanharam a minha infância e
Adolescência. As vezes penso que isso me fez
mal, pois não conheço a fundo NADA desses
caras (e sinceramente já não tenho a menor
vontade de conhecer), as vezes penso que
isso fez bem, pois me levou a escutar coisas
realmente populares e até não populares
(por populares, chamo as coisas do povo,
pelo povo e para o povo) , mas menos
valorizadas que as canções destes nomes
citados.
Todos conhecem faroeste caboclo , que realmente não pode se dizer nada de mau, é uma bela canção. Mas e a "saga de um vaqueiro" ? da banda Mastruz com Leite ? quem ai conhece ? acho difícil algum dos meus amigos ditos "cultos" conhecer. Pois bem. Para os que não conhecem ,a saga do vaqueiro conta uma historia sobre um vaqueiro (dã) e as indas e vindas em uma busca por estar junto de seu grande amor. é uma canção que deve ter uns 8-9 minutos de duração (tipo a faroeste). Não contarei o final da história , mas garanto que é mais surpreendente que faroeste. Porque "faroeste" é maravilhosa e "a saga" é feia ? (não na minha opinião).Sinceramente se você leu até aqui pensando em encontrar uma resposta, lamento mas também não a tenho.Até tenho a resposta, mas vou a deixar subentendida. Sei que ocorre uma certa supervalorização de algumas coisas de nosso panteão cultural em detrimento de outras, e isso restringe a ampliação do nosso conhecer.
Já pararam pra pensar. Quantas vezes você viu um clipe do Cazuza ou da legião na MTV ? quantas vezes você ouviu numa grande rádio em nível de transmissão nacional alguma musica que representasse essencialmente o mercado musical ? Refaça essas duas perguntas , mas substitua o mainstream pop/rock por uma musica do nosso sentimento ou do forró limão com mel e mercado musical por produção "mais popular".Sabemos que a grande mídia nunca quis favorecer as classes menos privilegiadas ou a cultura/produção destas , tudo que é feito é feito pela classe média e voltado para o entretenimento da classe média (não a chamada nova classe média, essa foi descoberta como mercado recentemente , principalmente pela globo).Tudo que foi recebido foi por simples imposição dos gostos e modelos de bem viver (ou bem estar HUAHAUAHUAHU) de uma classe social nesse longo período de violência simbólica (salve Bourdieu!) gerado historicamente pela grande mídia brasileira , que é pela/para a burguesia (to marxista demais hoje). e infelizmente tem gente boa,que nem é burgues se contaminando/já contaminada com isso , e o pior: brigando com seus irmãos de classe por não terem sido contaminados.
Dai ,vivemos numa época em que se eu falar que gosto de funk e pagode na universidade , sou quase que morto, porque o "universitário tem que ser o estandarte do o que é 'culto'",e é tal postura que limita a atuação da academia como agente de transformação social,criando um muro gigante entre a teoria e a prática.Infeliz postura que gera muitos academicos por aí que gostam muito de pobre... pra fazer pesquisas com eles e engordar curriculo lattes, melhorar suas realidades que é bom... só no papel mesmo.
Escrevi esse texto porque dia desses falei que Chico Buarque ,pra mim, não é grande coisa. é obvio que tem toda a questão dele falar contra a ditadura e tal , que realmente é importante, mas fora isso, nada demais. Por causa dessa opinião , perdi amiguinhos (que pena !). Mas por sorte , outros amiguinhos que entendem as racionalidades alternativas e as subverssões da cultura popular se juntaram e formam resistencia ao modelo de pensar e ouvir unico. Não quero implantar a ditadura boreliana (salve Nego do Borel!) na universidade, porque também não seria certo, eu estaria fazendo a mesma coisa que fazem comigo hoje. Eu só queria que as pessoas ,em vez de torcer o nariz e meter um cd da marisa monte pra tocar,se abrissem para os outros modos da produção cultural,quebrando assim alguns muros que existem entre "o pistão" e a "facul". Isso seria um dos passos para que a academia estivesse mais na rua, e a rua mais dentro da universidade.
Todos conhecem faroeste caboclo , que realmente não pode se dizer nada de mau, é uma bela canção. Mas e a "saga de um vaqueiro" ? da banda Mastruz com Leite ? quem ai conhece ? acho difícil algum dos meus amigos ditos "cultos" conhecer. Pois bem. Para os que não conhecem ,a saga do vaqueiro conta uma historia sobre um vaqueiro (dã) e as indas e vindas em uma busca por estar junto de seu grande amor. é uma canção que deve ter uns 8-9 minutos de duração (tipo a faroeste). Não contarei o final da história , mas garanto que é mais surpreendente que faroeste. Porque "faroeste" é maravilhosa e "a saga" é feia ? (não na minha opinião).Sinceramente se você leu até aqui pensando em encontrar uma resposta, lamento mas também não a tenho.Até tenho a resposta, mas vou a deixar subentendida. Sei que ocorre uma certa supervalorização de algumas coisas de nosso panteão cultural em detrimento de outras, e isso restringe a ampliação do nosso conhecer.
Já pararam pra pensar. Quantas vezes você viu um clipe do Cazuza ou da legião na MTV ? quantas vezes você ouviu numa grande rádio em nível de transmissão nacional alguma musica que representasse essencialmente o mercado musical ? Refaça essas duas perguntas , mas substitua o mainstream pop/rock por uma musica do nosso sentimento ou do forró limão com mel e mercado musical por produção "mais popular".Sabemos que a grande mídia nunca quis favorecer as classes menos privilegiadas ou a cultura/produção destas , tudo que é feito é feito pela classe média e voltado para o entretenimento da classe média (não a chamada nova classe média, essa foi descoberta como mercado recentemente , principalmente pela globo).Tudo que foi recebido foi por simples imposição dos gostos e modelos de bem viver (ou bem estar HUAHAUAHUAHU) de uma classe social nesse longo período de violência simbólica (salve Bourdieu!) gerado historicamente pela grande mídia brasileira , que é pela/para a burguesia (to marxista demais hoje). e infelizmente tem gente boa,que nem é burgues se contaminando/já contaminada com isso , e o pior: brigando com seus irmãos de classe por não terem sido contaminados.
Dai ,vivemos numa época em que se eu falar que gosto de funk e pagode na universidade , sou quase que morto, porque o "universitário tem que ser o estandarte do o que é 'culto'",e é tal postura que limita a atuação da academia como agente de transformação social,criando um muro gigante entre a teoria e a prática.Infeliz postura que gera muitos academicos por aí que gostam muito de pobre... pra fazer pesquisas com eles e engordar curriculo lattes, melhorar suas realidades que é bom... só no papel mesmo.
Escrevi esse texto porque dia desses falei que Chico Buarque ,pra mim, não é grande coisa. é obvio que tem toda a questão dele falar contra a ditadura e tal , que realmente é importante, mas fora isso, nada demais. Por causa dessa opinião , perdi amiguinhos (que pena !). Mas por sorte , outros amiguinhos que entendem as racionalidades alternativas e as subverssões da cultura popular se juntaram e formam resistencia ao modelo de pensar e ouvir unico. Não quero implantar a ditadura boreliana (salve Nego do Borel!) na universidade, porque também não seria certo, eu estaria fazendo a mesma coisa que fazem comigo hoje. Eu só queria que as pessoas ,em vez de torcer o nariz e meter um cd da marisa monte pra tocar,se abrissem para os outros modos da produção cultural,quebrando assim alguns muros que existem entre "o pistão" e a "facul". Isso seria um dos passos para que a academia estivesse mais na rua, e a rua mais dentro da universidade.
sábado, 2 de novembro de 2013
Preciso Me Encontrar : Antes Do Crivo Dos Criticos, Quero Mais Senso Comum
Cara, a onda desse blog é a despretensiosidade. Ele é escrito todo em um celular, por isso a formatação maluca do ultimo txt . Peço ajuda aos que escrevem por celular para que eu possa sanar tal problema.
Outra coisa, ele é escrito por um sujeito mais ou menos livre,por isso terá dias de textos "marx" e textos "Thatcher". Ainda tô pensando qual lado é o meu,isso desagrada extremistas de ambas as partes. Vamos dizer que estou em um processo de dialética. No mais, sejam todos bem vindos. Pretendo falar pouco de política, eu juro. Quero me desvincular dessas questões ,que mataram minha criatividade e sensibilidade .
Cheguei num ponto em que ser crítico a todo tempo incomoda as pessoas a minha volta. Não quero mais ser chato! Quero falar da novela,do futebol ,do trem. Quero saber da vida que existe para além da luta de classes ou das clausulas do pacto de dominação(salve Brandão!). É claro que nunca voltarei a ingenuidade ,mas quem sabe eu chegue em um meio termo. Como diria Cartola, "deixe me ir,preciso andar. Vou por ai a procurar. Sorrir pra não chorar".
Outra coisa, ele é escrito por um sujeito mais ou menos livre,por isso terá dias de textos "marx" e textos "Thatcher". Ainda tô pensando qual lado é o meu,isso desagrada extremistas de ambas as partes. Vamos dizer que estou em um processo de dialética. No mais, sejam todos bem vindos. Pretendo falar pouco de política, eu juro. Quero me desvincular dessas questões ,que mataram minha criatividade e sensibilidade .
Cheguei num ponto em que ser crítico a todo tempo incomoda as pessoas a minha volta. Não quero mais ser chato! Quero falar da novela,do futebol ,do trem. Quero saber da vida que existe para além da luta de classes ou das clausulas do pacto de dominação(salve Brandão!). É claro que nunca voltarei a ingenuidade ,mas quem sabe eu chegue em um meio termo. Como diria Cartola, "deixe me ir,preciso andar. Vou por ai a procurar. Sorrir pra não chorar".
Assinar:
Postagens (Atom)